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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Brazilian e inglês

O adjetivo pátrio Brazilian (assim mesmo, em inglês) assumiu novos significados no vocabulário dos britânicos. O termo é mais usado atualmente para designar a depilação feminina, como é feita no Brasil. Além desta, os habitantes do Reino Unido tem à sua escolha duas outras opções, o American e o French Waxing. O primeiro se refere à depilação que remove somente os pelos que ficam de fora da área que o biquíni cobre e o segundo deixa apenas uma fina faixa de pelos.


Mas ao que tudo indica, depilação ainda é coisa do outro mundo por aqui. As britânicas não se depilam nem para ir à praia - quanto mais para ficar em casa. O Brazilian é algo assim de extraordinário, algo que se faz quando você quer mudar radicalmente o seu estilo de vida. Isso porque o Brazilian é sinônimo de depilação completa, pois remove todos ou quase todos os pelos das partes baixas. Essa modalidade causa bastante controvérsia pelo desconforto que provoca, embora seja popular pelo seu suposto resultado rejuvenescedor. Mas ainda não há o que convença as britânicas a rasparem os pelos das pernas e das axilas.

Além desse uso, o adjetivo Brazilian figura no nome inglês para a armadeira, ou aranha-macaco, que em inglês é chamada de Brazilian wandering spider. Na versão estrangeira para castanha-do-pará, esta fruta natalina se chama Brazilian nut. O fato foi até citado num episódio do famoso desenho animado americano os Simpsons. Na referida cena, Homer diz aos seus sequestradores brasileiros que consegue ver as Brazilian nuts (castanhas brasileiras), ao que eles respondem que eles chamam aquilo apenas de nuts (castanhas) mesmo.

Por outro lado, aquilo que os brasileiros chamam de molho inglês é mais conhecido aqui como Brown sauce. E a pontualidade britânica é pontual mesmo, não é chegar pontualmente meia-hora atrasado como se faz no Rio. Tem gente que afirma que chegar cedo num jantar vai dar a impressão de que a pessoa está morrendo de fome, o que é deselegante. Mas segundo o site Tira-Teimas, a fama da pontualidade britânica deve-se ao relógio no Big Ben, a Torre do Palácio de Westminster, onde funciona o parlamento inglês. Desde 1859, ele marca o horário do mundo, a partir do Meridiano de Greenwich.

Uma outra curiosidade a respeito da marcação do tempo é que no Reino Unido não há muitos daqueles postes com relógios digitais (lembro que Valença teve um há vários anos) que também informam a temperatura. Na maioria das grandes cidades, Edimburgo inclusive, há dezenas de relógios de ponteiro espalhados em torres e obeliscos, com uma aparência muito similar ao relógio do Big Ben.

E sobre a expressão "para inglês ver", o site talentsonline.net explica que, no início do século IXX, os ingleses deram um ultimato ao Brasil para abolir o tráfico de escravos num prazo de sete anos. Pouco antes do fim deste prazo, o então Ministro da Justiça, Padre Feijó, elaborou uma lei aos traficantes de escravos. As penalidades nela previstas seriam tão confusas que a sua aplicação era inviável. As leis eram então para inglês ver, ou seja, visavam apenas às aparências e não para ser cumpridas.

A propósito, a expressão não tem uma tradução exata. O mais próximo disso seria a expressão "Potemkin Tour", criada por causa do ministro do interior russo Grigori Aleksandrovich Potemkin. Em 1787, ele mandou construir vilas inteiras de mentirinha no campo para impressionar a rainha Catarina, a Grande, em sua visita à Crimeia. A história virou lenda e ninguém mais tem certeza de que realmente aconteceu, mas o Potemkin ficou como sinônimo para tudo que é feito em favor das aparências.

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