Recentemente,
resolvi descobrir como funcionava o Twitter. Algum contato meu do
Facebook seguia o ator Zach Braff, estrela do seriado Médicos e
Estagiários, e resolvi seguir, pois acho ele engraçado. Um dia, o
ator revelou que estava no Twitter e pedia a adesão dos fãs,
prometendo responder com algo engraçado. Na segunda feira, dia 14 de
março, cliquei para testar e nada de interessante aconteceu. Ele
realmente respondeu a vários tweets, mas não aos meus. Decidi
procurar outros artistas, na esperança de que algum deles
respondesse.
Eu
já tinha a Pitty e a Pink, e na terça feira comecei a seguir outras
celebridades como Tom Hanks e Johnny Depp. Também tenho Millor
Fernandes e Leonardo Boff, para não esmorecer o espírito. Acontece
que muitos desses perfis são falsos, como o do Luis Fernando
Verissimo. Esses que tenho até parecem ser verdadeiros, mas tirando
o dia em que a Pitty postou algo logo após uma mensagem minha,
ninguém mais se dignou. A cantora baiana havia escrito que a MTV
havia tido um bom dia, mostrando boa música, e parecia muito
animada. Eu disse a ela que era bom ver pessoas de bom humor, e ela
escreveu - não em resposta, mas para todos – que realmente a MTV
havia deixado ela “felizona”.
Depois
disso, resolvi usar o Twitter somente para mensagens importantes, e
passei a escrever coisas do tipo: “Parem com a matança de civis no
Iêmen!”. Também ninguém respondeu – nem pessoas “normais”,
que estão em meus contatos. A minha página, configurada para só
receber tweets de quem eu seguia, estava um marasmo só. Então, na
quarta-feira, decidi seguir sites de jornais. E finalmente vi que
ferramenta poderosa o Twitter pode ser. Num único lugar, abrir os
links para Estadão, Globo, CNN, BBC e Ultimo Segundo, os meus
preferidos. Agora o fluxo de mensagens estava decente. E de repente,
por volta das 3 da tarde desse dia, ninguém mais acessava o Twitter,
inundando por problemas técnicos. Pânico geral. Onde vou ler
notícias agora? Abrir cinco sites diferentes para procurar as
noticias? Nem pensar!
A
pane durou cerca de uma hora e pouco. No fim, tive que abrir o site
do globo pelo menos, desesperada por notícias, e o Facebook, para
ver se alguém sabia do sumiço do microblog. Estamos,
definitivamente, na era do pânico. Entramos em pânico quando
abrimos uma conta numa rede social e não recebemos um bom fluxo de
mensagens todo dia – conheço muita gente que deixou de usar o
Orkut (eu inclusive) simplesmente porque aquilo ali ficou muito
parado. Entramos em pânico quando tentamos falar com alguém e não
estamos na mesma rede social ou programa de mensagens instantâneas.
No
meu dia a dia, eu falo com a minha família no Messenger, com a minha
chefe no Skype, com alguns primos no Google Talk e com alguns amigos
no Facebook. Tenho três e-mails diferentes, tenho vários
navegadores de internet e quatro programas de chat. Sem internet eu
não trabalho, não falo com a família, não leio jornais e não
vejo TV. Mas ainda tenho um filho pequeno em casa e levo ele todos os
dias a alguma atividade divertida, quando não está nevando. Quem
não tem nem isso, só resta mesmo entrar em pânico por ficar fora
do ar.

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