O recuo no crescimento deveu-se ao fraco contributo no investimento, nas exportações e no consumo privado, segundo os dados divulgados ontem pelo INE (Instituto Nacional de Estatística). A desaceleração da exportações, que cresceram 4,5% no terceiro trimestre, e a subida das importações foram as grandes vilãs deste ano, sentindo a forte valorização do euro, a rápida subida do petróleo e a reduzida reanimação dos mercados dos principais parceiros comerciais portugueses.
Os investimentos no terceiro trimestre de 2004 também recuaram para 1,9 por cento face ao mesmo período do ano anterior, enquanto que a despesa das famílias em bens de consumo duradouros cresceu 1,7 por cento homólogos no terceiro trimestre. Comparando com os 6,6 por cento no segundo, representa uma desaceleração fortemente associada à componente automóvel.
A economia poderá encerrar o ano em recessão técnica pela variação trimestral dos últimos dois anos. Em 2002 e 2003 um terceiro trimestre pior do que o primeiro foi seguido por um quarto ainda pior, o que se traduziu em recessão no primeiro caso e continuação da tendência recessiva no segundo. No conjunto dos três primeiros trimestres de 2004, a economia portuguesa cresceu 1,1 por cento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário