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quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

Jovens voltam a escrever com os Torpedos

Oceanos e diversas influências separam a língua portuguesa nos vários países onde é falada. O projeto do novo acordo criado para aparar essas arestas, unificando o idioma, tramitou por mais de 20 anos antes de ser aprovado definitivamente. Entre algumas das principais «vítimas» do projeto estavam a queda de letras mudas, como o «c» nas palavras «objecto» e «contacto», ainda muito usadas em Portugal, por exemplo.


A democratização da língua escrita portuguesa foi um dos principais desafios lançados na conferência ocorrida nos dias 6 e 7 de dezembro de 2004 na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. O conhecimento da escrita e as novas tecnologias de informação possibilitarão ao público interagir com os escritores, na oitava língua mais divulgada na internet, em todo o mundo.

A tecnologia atual possibilitou a criação de uma nova e prática linguagem entre os usuários mais jovens, que atende à rapidez com que as comunicações se processam. Os códigos usados nas mensagens SMS e nas salas de chat representam um avanço quanto ao analfabetismo social e podem ser vistos como uma nova consciência do papel da escrita nas relações sociais.

A expansão da língua e da literatura pelos oito países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) faz do português a sexta língua mais falada no mundo, por 200 milhões de pessoas. As trocas culturais entre os países-membros foram apontadas como enriquecedoras e fortalecedoras do papel social da linguagem.

Para cumprir o seu papel de acesso ao conhecimento, o português atualmente precisaria de defesas contra os estrangeirismos. A língua encontra-se fragilizada também pela má formação dos professores, que não estão preparados para orientar o processo comunicativo, limitando-se a ensinar os códigos para a leitura, sem que disso dependa uma reescrita e impedindo o acesso de grande parte das pessoas à informação.

O português como segunda língua também passou por transformações a partir do acordo ortográfico. A iniciativa tem por objetivo possibilitar maiores trocas culturais e comerciais e a afirmação internacional e democrática do português. Mas segundo afirmou a mídia recentemente, Portugal continua reticente na adoção do novo acordo. A meta de reeditar livros com as novas regras não firmou-se em terras lusas ainda.

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