A segunda edição do concurso Rock ao Rubro teve início no último dia 13 de Maio, e já mostra ser de grande importância como um dos melhores eventos divulgadores das bandas nacionais portuguesas.*A iniciativa é da também já conhecida casa alenquerense, o RockHouse Café, um excelente espaço claramente dedicado a concertos de música ao vivo e outros espetáculos de índole artística e cultural.
Uma das idealizadoras do projeto revela as expectativas para esta segunda edição do «Rock ao Rubro». Segundo Franquelina Jurze, o primeiro evento deste tipo na casa, realizado em 2004, teve uma excelente aceitação do público, e contou com a participação de bandas de grande qualidade.
Revistas especializadas nesta área foram grandes apoiadoras do evento, projetando tanto os grupos musicais que participaram do concurso, como também o próprio evento, resultando num eficaz trabalho de divulgação de bandas portuguesas, mas não só. As bandas amadoras tem ali um espaço que as apóia e justifica a sua luta pelo reconhecimento.
Como afirmou Franquelina, «o RockHouse Café assume-se como um espaço por excelência para a divulgação, projeção e apoio de todas as bandas amadoras nacionais que queiram mostrar o trabalho criativo na qual se envolveram e que pretendam ir mais além».
O Clube se reafirma, claramente, como a primeira casa deste gênero a ter como «programação fundamental, a divulgação e apresentação de todas as bandas portuguesas de originais de rock (com todas as suas vertentes) e não só, oriundas de todo o país (continente e ilhas)». E orgulham-se disso.
Conquanto a maior afluência de concertos tenha sido, até o momento, de bandas nacionais, tanto amadoras como profissionais, alguns nomes do rock internacional também por lá já passaram, como os holandeses do Épica e os Rotting Christ, da Grécia, cujo primeiro concerto em Portugal foi justamente no RockHouse Café.
Entre os nacionais destacam-se os Primitive Reason, UHF, Mão Morta, Bizarra Locomotiva, Quinteto Tati, Mofo, Lulla Bye, Blunder, The Temple, Anger, Ramp, Desire e Fever, entre outros. Nomes que por muitas vezes também levam Portugal a ter reconhecimento no rock internacional.
De lá de fora, além dos já citados, o RockHouse já recebeu bandas de vários lugares da Europa. Entre eles ingleses (The Prophecy), australianos (The Eternal), espanhóis (ABFYS), franceses (Pat Kay & The Gajos), austríacos (Visions of Atlantis), belgas (Prejudice), ucranianos (Fleshgore) e até uma visita do outro lado do atlântico, os mexicanos Rottness.
No próximo fim-de semana, decorre já a 4ª eliminatória do «Rock ao Rubro» (rock total) no dia 3. Franquelina confessa ter grandes expectativas para esta edição do concurso, que terá a sua grande final no dia 24 de Junho. «Esperamos que esta 2ª edição seja no mínimo tão bem sucedida quanto a primeira, para podermos continuar com estas iniciativas que pensamos ser bastante válidas, não apenas para quem participa, mas também para quem assiste».As expectativas do clube vão ainda mais além. Não apenas apoiar e divulgar, mas também motivar outros jovens para que se envolvam num «ato extraordinariamente criativo que é o de compor fantásticas músicas». Franquelina adianta que, se tudo correr bem, pretende ainda promover outro projeto semelhante, com realização prevista para Setembro/Outubro.
*Entrevista publicada inicialmente no jornal Montejunto Online, da Região Oeste de Portugal.
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