Algumas agências oferecem passeios no Louvre e em outros locais descritos em O Código Da Vinci por 110 euros (cerca de R$ 400). O percurso turístico-literário começa geralmente na ala Dénon do museu do Louvre, onde está o quadro da Mona Lisa, pintado pelo italiano Leonardo da Vinci no início do século XVI, e que tem um papel central na trama. A visita ao ao famoso quadro sempre foi muito popular, mas desde o lançamento de O Código Da Vinci, quem já o viu retorna ao museu para vê-lo de perto e verificar as informações contidas no livro.
Segundo a obra de Dan Brown, Leonardo da Vinci seria um dos membros da seita secreta Priorado de Sião, detentora do segredo de que Jesus teria se casado com Maria Madalena e tido filhos. Os descendentes do Filho de Deus, de acordo com o livro, viveriam até hoje na França. Leonardo da Vinci teria deixado vazar o segredo, colocando em suas telas pistas do papel que Maria Madalena teria realmente tido na religião católica. O Código Da Vinci, que questiona a divindade de Jesus, começa justamente com um assassinato no museu do Louvre.
O passeio continua pela pirâmide do famoso museu, que teria, segundo o livro, 666 placas de vidro, o número do diabo. Esse número teria sido um pedido expresso do ex-presidente François Mitterrand, que mandou construir a pirâmide. O arquiteto sino-americano responsável pelo projeto, Pei, teve de declarar recentemente que a pirâmide tem «menos de 700 placas de vidro», sem dar o número exato, por causa da polêmica em relação às informações do livro.
Após a visita ao Louvre, os turistas atravessam para a margem esquerda do rio Sena, onde se situa outro monumento importante no livro: a igreja Saint-Sulpice, que teria sido o quartel-general da referida seita. Seus membros deteriam o segredo de que Jesus era um simples mortal e que sua santidade foi construída ao longo dos séculos para justificar o poder da Igreja Católica. Desde o lançamento do livro, a igreja de estilo romano, fundada no século XII, passou a receber muito mais visitantes: 20 mil apenas neste último verão francês.
O pároco da igreja de Saint-Sulpice teve de colocar um cartaz para explicar aos leitores que as informações do livro em relação ao local são falsas. Escrita em inglês e francês, a placa diz ainda que «as letras P e S nas duas janelas circulares, situadas nas duas extremidades do transepto, se referem a São Pedro e São Sulpice, que são os dois padroeiros da igreja, e não a um Priorado de Sião perfeitamente imaginário». Muitos turistas fotografam e filmam a placa. Como no Brasil, O Código da Vinci também é sucesso de vendas na França. Mais de 500 mil exemplares já foram vendidos no país desde seu lançamento, em abril.
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