Organizações internacionais asseguram que nunca foi tão perigoso ser jornalista como atualmente, afirmações feitas a propósito do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa comemorado no dia 3 de Maio.De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras, 53 jornalistas morreram no exercício da profissão durante o ano passado, sendo que este ano contam-se já 11 profissionais assassinados. A organização considera o Iraque como «o país mais perigoso do mundo para os jornalistas», mas o Comitê para a Proteção dos Jornalistas garante que nas Filipinas o exercício da profissão é ainda mais difícil.
Também a organização Freedom House alerta para a redução de liberdade de imprensa registrada nos últimos três anos, sobretudo devido a países como o Paquistão, Quénia, México, Venezuela e Estados Unidos. Em Portugal, o Sindicato de Jornalistas aproveitou a data para alertar sobre a necessidade de modificar a legislação do setor, principalmente em áreas como os direitos de autor, a regulação e as concentrações da mídia.
A Televisão de Cabo Verde também promove na próxima quinta-feira, dia 5 de Maio, um debate sobre a liberdade de imprensa nesse país.
O Parlamento Europeu, por sua vez, havia pedido em março a libertação imediata dos jornalistas seqüestrados no Iraque, apelando às instituições européias para se mobilizarem a favor da francesa Florence Aubenas, do seu guia Hussein Hanun al-Saadi e da italiana Guiliana Sgrena.
Numa declaração escrita, os presidentes dos grupos políticos do Parlamento comunitário apelaram à «libertação imediata de todos os jornalistas raptados no Iraque bem como de todos os reféns». Os eurodeputados interpelam ainda «todas as instituições européias e todos os governos e coletividades territoriais» para se «se mobilizarem a favor de Giuliana Sgrena, de Florence Aubenas e do seu guia e intérprete Hanun al-Saadi». Segundo a TSF, rádio portuguesa, o presidente do Parlamento Europeu (PE), Josep Borrell, considera «fundamental prosseguir de forma resoluta a mobilização em torno dos reféns como forma de exercer pressão» sobre os raptores.
Jornalista francesa raptada a mais de um mês no Iraque pede ajuda
Desde o rapto, estas foram as primeiras imagens de Aubenas divulgadas depois de ter desaparecido há um mês, junto com o seu tradutor iraquiano, Hussein al-Hanun. A veterana correspondente de guerra do «Liberation», de 43 anos, aparece no vídeo falando em inglês, mostra-se muito abatida e declara não estar bem de saúde, física e psicologicamente. A EuroNews afirmou ter recebido o vídeo através das agências internacionais de televisão, as quais disseram que a cassete foi deixada nas suas instalações em Bagdá.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, que se encontra em Londres no âmbito da conferência de apoios à Autoridade Palestina, diz que já tomou conhecimento da cassete e que o governo está, agora, a proceder à confirmação da cassete a tentar verificar a cronologia da cassete. O parlamentar Didier Júlia pode ser processado por sua participação na tentativa de libertação dos dois jornalistas franceses no final do ano passado, mantidos em cativeiro durante quatro meses pelo Exército Islâmico no Iraque, até serem libertados no Natal. O governo francês pediu para que Didier Julia não tente libertar sozinho a jornalista francesa, por poder por em causa a sua vida.
O diretor do «Libération», Serge July, declarou que Florence Aubenas pode ter sido manipulada no vídeo para pedir ajuda justamente de Júlia. O diretor mostrou-se preocupado também pela repórter francesa não ter mencionado o tradutor iraquiano que a acompanhava. A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) também fez um apelo «à opinião pública, aos meios de comunicação e às autoridades» para que o tratamento dado à jornalista francesa Florence Aubenas não se repita com outros enviados.
Um comentário:
Isso talves esteja acontecendo pela total falta de respeito hoje entre seres humanos..
Nunca, en toda a histórioa da humanidade, se matou om tanta frieza e crueldade...
Em uma frente de batalha, não exist mais a diferença entre civís e militares, basta nao estar devidamente identficado como membro de un determinado grupo para ser sumariamente executado.
RS Guimarães
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