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quarta-feira, 20 de julho de 2005

O legado de sete de julho de 2005 na Europa

Os atentados ocorridos na capital britânica há quase três meses provocaram uma onda de pânico por quase todo o continente. A maioria das capitais européias tomou medidas rigorosas para evitar novos ataques.

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros dos 25 países-membro da UE reuniram-se no dia 18 de julho para, entre outros assuntos, discutirem ações conjuntas de combate ao terrorismo.

Em Londres, a polícia acreditava já ter identificado pelo menos cinco autores dos atentados nas semanas que se seguiram. Os suspeitos eram quatro jovens que estariam entre as vítimas mortais das bombas detonadas nos transportes públicos londrinos, e um quinto elemento, que deixou o país alguns dias antes das explosões abalarem a capital do Reino Unido. Os britânicos propuseram-se a deter aquele que é considerado o mentor da operação, reivindicada pela Al-Qaeda.

A Itália é um dos países que mais se mobilizou na caça de possíveis terroristas em seu próprio território, e os serviços secretos já afirmaram que o país corre riscos elevados de ser mais uma vítima do terrorismo internacional. As cidades de Roma (a capital), Milão, (o centro econômico), Turim (a sede dos próximos Jogos Olímpicos de Inverno) e Nápoles (a sede do quartel da OTAN no Mediterrâneo) seriam as cidades mais visadas.

O pânico tornou-se um dos temas principais das conversas no cotidiano dos europeus. Em Portugal, a agência de notícias Lusa foi evacuada no dia seguinte aos ataques em Londres, depois que um indivíduo atirou um envelope contendo várias folhas de papel escritas em caracteres árabes e cobertos por uma espécie de pó. Uma semana depois, o Ministro da Saúde português estabeleceu acordos com o Exército e o Instituto Nacional de Emergência Médica para a realização de um exercício conjunto, simulando um acidente aéreo ou um atentado como o ocorrido em Londres.

Os atentados ameaçaram alguns dos princípios mais básicos da Comunidade Européia, onde a circulação de pessoas entre os países membros é livre e facilitada. A França, entretanto, reativou recentemente o controle das suas fronteiras através dos acordos de Schengen, que permitem que este recurso seja posto em prática de forma temporária.

Nem é preciso ir muito mais longe para se atestar o grau de insegurança instaurado no continente. Uma colega que tomou conhecimento dos atentados manda imediatamente uma mensagem via e-mail para uma amiga que reside em Londres. O alívio e o horror estampam-se simultaneamente no seu rosto quando recebe a resposta, alguns minutos mais tarde, que resume todo o horror por que passou. Ou um apagão no meio da manhã que atinge vários quarteirões do centro de Lisboa, tomado imediatamente como um possível ataque, mesmo que depois fosse verificado que era apenas uma explosão causada por um curto-circuito na rede elétrica.

A busca pelos parentes e amigos desaparecidos no dia dos atentados tornou-se desesperada com o passar dos dias, e toda a Europa uniu-se no dia 14 de julho, para observarem um minuto de silêncio pelos mais de 50 mortos e 700 feridos. Entretanto, os recentes ataques terroristas ameaçam separar um espaço geográfico que levou mais de mil anos a se unir.

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