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segunda-feira, 25 de julho de 2005

Morte de brasileiro preocupa mulçumanos

Os ataques terroristas perpetrados no dia 7 de julho de 2005 contabilizaram mais uma vítima mortal na última sexta-feira. Os oito tiros que mataram Jean Charles Menezes foram disparados numa tentativa desastrosa de enfrentamento da polícia inglesa. A prática de atirar para matar, entretanto, é aceita nos países onde o terrorismo já causou estragos, como Israel e Rússia.


Num dos eventos mais trágicos da atualidade, associado ao terrorismo internacional e que reivindicaria a retirada das tropas estrangeiras do Iraque, a grande notícia para os jornais de todo o mundo era encontrar estrangeiros entre as pessoas vitimadas pelas explosões que abalaram Londres, para conseguir cada vez mais apoio no combate aos terroristas. Jean Charles de Menezes acaba de figurar numa triste lista, juntamente com os 52 mortos de Londres e os 88 do Egito.

O brasileiro de 27 anos escapou duas vezes das bombas detonadas na capital britânica nas últimas duas semanas, tinha planos para comprar um veículo próprio para não ter que usar os transportes públicos enquanto vivesse em Londres, e queria voltar definitivamente para o Brasil dentro de seis meses, mas acabou sucumbindo nas mãos das forças policiais. Resta saber se foi uma vítima da incompetência da polícia ou do terrorismo e da conseqüente paranóia que se instalou na Europa.

Se as opiniões nas ruas sobre o que realmente aconteceu divergem de forma desconcertante, sobre o porquê de Jean ter corrido, ou se a polícia mente a esse respeito, não se pode dizer o mesmo das várias comunidades estrangeiras residentes em todo o continente. Na Inglaterra, a comunidade muçulmana teme ser o próximo alvo da Síndrome de 007 - Licença para Matar. Apesar de compreender o trabalho que está sendo feito pela polícia na captura dos autores dos atentados, o presidente da Associação Muçulmana da Grã-Bretanha, Ahmed Sheikh, pediu mudanças nos polêmicos procedimentos da polícia britânica e alertou os muçulmanos no país sobre possíveis represálias.

A comunidade brasileira, por sua vez, protestou silenciosamente junto à estação do Metrô onde o eletricista foi morto. Mas o consenso geral é que a morte de Jean Charles não trará nenhuma grande conseqüência a nível internacional. Após a liberação do corpo para translado obtida pela família, os jornais britânicos reduziram significativamente a sua atenção para o fato.

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