Cerca de 650 igrejas em toda a região metropolitana de Madri tocaram seus sinos durante cinco minutos a partir das 7 da manhã, 3 da madrugada no Brasil, aproximadamente a hora em que as dez bombas deixadas dentro de sacolas começaram a explodir nas quatro composições lotadas que traziam trabalhadores dos subúrbios para a capital espanhola.
Algumas pessoas deixaram flores e velas, na estação de Atocha, onde houve duas explosões. Esperanza Aguirre, governadora da região de Madri, presidiu uma cerimônia solene em que deixou uma coroa de flores na Puerta del Sol, a principal praça da cidade. As bandeiras foram hasteadas a meio mastro.
A capital espanhola tornou a parar por cinco minutos ao meio-dia (8h em Brasília) dessa sexta-feira. Na altura, Mohammed VI, rei do Marrocos, outros líderes mundiais uniram-se ao monarca espanhol, Juan Carlos, para depositar flores no «Bosque dos Ausentes», onde 191 ciprestes foram plantados para cada vítima.
A segurança foi reforçada nesse dia. Milhares de policiais estavam nas ruas de Madri e um avião de vigilância da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) patrulhou o espaço aéreo espanhol. Até agora, a Justiça espanhola prendeu 75 pessoas, a maioria do Marrocos, por suspeita de ligação com o ataque. Destes, 25 continuam detidos, 17 estão sob supervisão judicial e 33 foram libertados.
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