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terça-feira, 1 de abril de 2008

Wait a minute postman

No 1º de abril de 2008, funcionários dos correios brasileiros entraram em greve por tempo indeterminado. Entre as principais reinvindicações estavam um abono de risco que equivalha a 30% do salário por mês, além de um aumento no percentual da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e a implementação de um plano de cargos, carreiras e salários.


É provável que esta greve estivesse tentando beneficiar o baixo escalão, já que a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) foi logo culpando o governo, informando que a incorporação de 30% só era possível quando houver mudança na Consolidação das Leis dos Trabalho (CLT). Além disso, a própria Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) revelou numa reportagem ao Globo que é crescente a insatisfação quanto ao descumprimento do acordo feito com o Ministério das Comunicações sobre o adicional de periculosidade (ou abono de risco).

Segundo depoimentos de vários carteiros, esse adicional é de suma importância para a classe, que descreve a situação em que os mesmos trabalham como desumana. Além do baixo reajuste salárial, graves problemas de saúde afetam frequentente os funcionários, como acidentes que ocorrem devido a ataques de cachorros, problemas de coluna pelo peso que carregam nas bolsas e câncer de pele pelo trabalho ao sol. Dentre os 14 estados afetados pela greve constaram Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Pará, Paraná, Amazonas, Maranhão, Bahia e Paraíba.

Apesar disso, o serviço postal brasileito pode ser considerado de excelente qualidade pelos seus usuários. Os que vivem fora do país atestam este fato pela própria experiência. Uma carta ou até mesmo uma encomenda enviada do Brasil a Portugal, ou vice-versa, leva aproximadamente cinco dias para chegar ao seu destino, de um lado ou do outro. Claro que neste caso o usuário também conta com a competência do serviço em outros países, e Portugal é bastante rígido na questão. Sem identidade, por exemplo, um cidadão não consegue pegar a sua encomenda no correio, que foi parar lá porque o destinatário não estava em casa para assinar a recepção.

No Reino Unido, segundo os brasileiros que vivem aqui constatam, os carteiros ao menos usam carros para ir de uma rua a outra e não andam dezenas de quilômetros, como são forçados os carteiros brasileiros. Além disso, o efetivo é muito maior, devido à  quantidade de correspondência real circulando. Conhecidos também por apreciar 
devidamente o envio de cartões (nos supermecados, há seções exclusivamente dedicadas a cartões para todas os gostos e ocasiões) nem sempre os britânicos optam pelos correios, preferindo muitas vezes entregar em mãos, a não ser quando não é realmente possível. Recentemente, algumas pequenas comunidades britânicas protestaram quanto à retirada das caixas de coleta dos correios de suas localidades, ação realizada pela falta de uso das mesmas devido à expansão das mensagens eletrônicas na internet. Em outro momento, um colecionador abriu gratuitamente ao público o seu jardim, mostrando a sua coleção de caixas de correios adquiridas ao longo de 30 anos, peças que foram recolhidas pelos correios britânicos na ausência de usuários suficientes.

Mas a qualidade de vida dos funcionários do serviço postal no Reino Unido aparentemente não significa qualidade quanto ao serviço prestado pelos mesmos, conforme outros imigrantes brasileiros alegam. As principais reclamações são de que a entrega demora muito e que os carteiros não têm cuidado com a correspondência alheia. Uma encomenda que exige a assinatura do destinário para ser entregue é, geralmente, deixada do lado de fora da moradia, quando o destinatário não se encontra em casa para assinar, mesmo quando se trata de pacotes. Em tempos: em Portugal, a maioria dos prédios possui, na portaria, uma sala ou parede repleta com caixas de correios, correspondentes a todos os apartamentos do prédio. Coisa parecida no Reino Unido, somente nos prédios mais novos, construídos há dez ou 20 anos. Por isso, os carteiros são obrigados a ir de apartamento em apartamento colocar a correspondência pelas frestas das portas, que funciona, no caso, como as caixas de correio. O detalhe importante é que, em Edimburgo, por exemplo, a maioria dos prédios residenciais não possui elevador e têm cerca de cinco andares, com quatro ou seis apartamentos por andar.

Mesmo quando o destinatário está em casa a regra não é cumprida, segundo alguns informam. A correspondência é, simplesmente, atirada dentro da residência sem que ninguém seja chamado para assinar a sua recepção, apesar do remetente (brasileiro ou português, por exemplo) ter pago pelo correio registrado, um valor mais alto do que o costume para que a encomenda fosse entregue em mãos e não se perdesse no caminho. Em relação ao tempo de entrega, em geral isso pode levar 15 dias, 10 a mais do que entre Brasil e Portugal, mas alguns brasileiros já afirmaram que sua encomenda/carta chegou a levar cerca de um mês e meio para chegar ao seu destino.

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