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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Negócio da China

Os empresários do ramo artístico culpam o desconto concedido a estudantes pela alta nos preços dos ingressos. Segundo pesquisas realizadas pelos próprio setor, atualmente cerca de 70 a 80% das entradas seria vendida pela metade do preço. O uso indiscriminado do direito à meia-entrada, causado pela falsificação de carteiras, e aliado à lei que permite que qualquer identidade estudantil seja aceita - até 2001, somente as carteiras da UNE e da UBES valiam como prova - seriam a principal causa dos altos preços dos ingressos para shows ou sessões de cinema.
O problema gerou grande polêmica e o Congresso Nacional tem debatido sobre um projeto de lei para regular o desconto. Se aprovado, será a primeira lei federal versando sobre o assunto, pois as atuais normais existentes são municipais ou estaduais. A proposta, que deve ser posta em votação neste mês, limita a confecção das carteiras de estudante a um único órgão emissor e estabelece uma cota de até 30% dos ingressos que podem ser vendidos à meia-entrada.

Após várias reuniões entre produtores culturais e estudantes, um acordo chegou a ser firmado em junho deste ano. Agora a UNE quer rever o texto, que substitui a cota de lugares e estipula dias alternados para o uso da carteira. No novo sistema, shows e teatro concederiam meia-entrada de domingo à quarta, e o cinema de segunda à sexta. Feriados ficam excluídos - todos pagam o mesmo preço. Um representante da UNE teria afirmado que, para defender os interesses do estudantes, deveria haver desconto também aos fins de semana, pois o benefício seria um complemento ao ensino formal. A discussão chegou a um impasse que pode ameaçar a aprovação da lei.

No Brasil, o pagamento de meia-entrada em eventos artísticos/culturais é um dos poucos benefícios concedidos a estudantes, na maior parte do país. Alguns bancos possuem contas que podem ser abertas somente por estudantes e que não cobram taxas, e algumas cidades lutam para o passe-livre no transporte público - muitas revogaram o direito já concedido no passado. Mas no Reino Unido, e em especialmente em Edimburgo, os estudantes tem toda uma infra-estrutura na qual se apoiar durante o período letivo. Não só possuem desconto irrestrito a qualquer evento artístico e cultural, mas também nos eventos esportivos e até na alimentação.

O estudante de tempo integral na Escócia está isento de pagar a taxa de habitação, o equivalente ao IPTU brasileiro, que cobre também o consumo da água. Lanchonetes, bares e restaurantes oferecem até 30% de descontos em seus serviços a estudantes. Nos centros esportivos e nos cursos profissionalizantes mantidos e organizados pelas prefeituras, os estudantes têm um bom desconto na mensalidade. Agências de viagem possuem pacotes com preços especiais nas passagens aéreas. A maioria dos museus do Reino Unido é subsidiada pelo governo, por isso muitos já não cobram entrada - e nos que ainda cobram o estudante paga um valor mais baixo.

A maioria das atrações turísticas, desde monumentos a parques de diversão, dão descontos a estudantes. O cartão Ridacard, para uso no transporte público, possui taxas especiais para o bolso de alunos abaixo de 25 anos. E praticamente todos os bancos possuem contas especiais voltado para esse público.

Todas as escolas emitem as próprias carteiras estudantis e todas são aceitas. E um fato interessante é que as mesmas também são amplamente usados como identificação. O Reino Unido não possui carteira de identidade pessoal. Para se identificar numa situação formal, qualquer cartão que contenha a sua foto serve. Existem até sites onde estudantes de todo o país podem encontrar descontos nos mais variados setores, como o www.studentdiscounts.co.uk.

Vale ressaltar que toda essa estrutura está acessível para qualquer aluno, nacional ou estrangeiro. Na verdade, o Reino Unido tornou-se, nos últimos tempos, um grande receptor de estudantes de várias nacionalidades, fruto de uma campanha lançada para atrair talentos - e estimular a sua a permanência. Além disso, o país acredita ser bastante lucrativo investir no estudante.

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