Uma mão na roda - Fatos Atuais

Fatos Atuais

Notícias, Reportagens, Artigos, Entrevistas

test banner

Breaking

Home Top Ad

Responsive Ads Here

Post Top Ad

Responsive Ads Here

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Uma mão na roda

No país dos excluídos, estão inclusos não só os pobres, mas também os cadeirantes. A primeira impressão que fica é que as calçadas não foram feitas para os pedestres. Que dirá aqueles que não podem se locomover sem ajuda. Há árvores enormes plantadas no meio do caminho, carros estacionados, até vendedores ambulantes com suas barraquinhas.


Em Valença, no interior do estado do Rio, ao menos as mesas de bares foram banidas, mas ainda há muito trabalho a ser feito. No centro da cidade, há rebaixamentos pintados de azul e com o símbolo dos deficientes físicos em branco em algumas esquinas, mas não em todas.

Nos bairros mais afastados, então, a situação é desesperadora. Como cada um faz o que quer, a calçada acaba fazendo parte da casa e, como tal, é decorada como o dono bem entender. Há as que estão cobertas por grama, com piso de cerâmica, com pedras... E mesmo as que estão cimentadas, estão desniveladas - no bairro São José das Palmeiras, por exemplo, situado num morro, as calçadas são cheias de altos e baixos, pois cada um faz o seu próprio rebaixamento na rua para a entrada dos carros. Fora os trechos de calçada que ainda estão só no barro.

No Rio de Janeiro, a situação não é muito melhor. Há mais rebaixamentos nas esquinas, é verdade. Mas mesmo nos bairros da Zona Sul onde a elite mora, como no Leblon, é difícil para alguém numa cadeiras de rodas - ou levando um carrinho de bebê - passar sem atropelos. Em Edimburgo, todas as esquinas tem o devido rebaixamento, cobertos por piso antiderrapante e largos o suficiente para que ao menos dois cadeirantes possam usar ao mesmo tempo. Em Valença e no Rio há trechos com piso antiderrapante em frente à grandes instituições, como bancos e entradas de shoppings - e só.

Outra triste constatação: não é fácil sair com um bebê no Brasil. O sol escaldante é um obstáculo, mas onde há prédios há sombra. O que fazer num bairro residencial, onde não há marquises? Mas o que realmente aborrece são as escadas nos ônibus. Em vários países europeus os ônibus não tem escada - o piso está na mesma altura da calçada. Mais um acesso negado aos deficientes e mães com seus carrinhos.

O jeito é andar pela rua. Mas esta não está em muito melhor condição do que as calçadas, na maioria dos casos, por causa dos buracos. E também, rua não é lugar de pedestre. Se ao menos os motoristas pensassem o mesmo das calçadas na hora de procurar uma vaga para estacionar o carro...

Nenhum comentário:

Post Bottom Ad

Responsive Ads Here