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sexta-feira, 17 de julho de 2009

O paraíso dos estudantes é aqui

Para um estrangeiro na Europa, especialmente um latino-americano, a vida pode ser complicada do ponto de vista financeiro. No Reino Unido, acredita-se que cerca de 30% do salário ganho é gasto em impostos. A coisa é tão ruim que, recentemente, o jogador de futebol russo Andrei Arshavin declarou que pretendia deixar o Arsenal, time inglês em que joga, porque os impostos reduziam significativamente o seu salário.

Mas, ao que parece, ser estudante de tempo inteiro em Edimburgo é uma grande vantagem. Para começar, os estudantes estão isentos de pagar o Council Tax, o provável similar do IPTU brasileiro, mas que cobre também os custos com água, e tem descontos em tudo o que alguém possa imaginar, desde ingressos para o cinema e espetáculos, passando por comida e bebida na noite, até passagens aéreas. Não nenhum outro país no mundo onde os estudantes tem tantas facilidades à sua disposição. Isso acontece por causa de um programa de incentivos do governo, que visou atrair talentos para o país. O mesmo foi lançando em após um relatório ter constatado que o país estava "desertificando" demograficamente. O estudo feito em 2003 concluiu que a Escócia iria ter menos de cinco milhões de pessoas em uma década, na sua maioria idosa, levando o país a uma crise econômica sem precedentes.

Moradia em Edimburgo, devido à grande quantidade de estudantes que vêm todos os anos, é relativamente fácil, barata e bem localizada. Um imóvel mobiliado não custa mais caro que um sem mobília. Há várias universidades de renome e vários Colleges (onde há também os cursos politécnicos) oferecendo cursos de curta/longa duração. Alguns são mais salgados que os outros, mas muitos valem a pena, denpendendo do seu objetivo. Vida de estudante, mais uma vez - para quem pretende viver por três anos no Reino Unido e tem a certeza que voltará ao seu país de origem depois disso.

Um item básico para se ter é um laptop e acesso wireless à Internet. Assim, pode-se usar os programas de mensagens instantâneas, muitos dos quais possuem ferramentas de conversa telefônica, para falar com os parentes que ficaram no Brasil. Para quem prefere usar o telefone tradicional, há cartões que permitem ligar para o estrangeiro a preço de ligação local. A ligação pode ser feita de casa ou de telefone público. O método é simples: liga-se para um número escrito no cartão. Depois é só seguir as instruções dada pela operadora, digitando os dados pedidos, como o código do cartão, que geralmente vem escondido embaixo de uma tarja que deve ser raspada, e o telefone desejado.

O transporte público é bastante confiável - nem sempre atrasa ou quebra, não é muito caro e realmente chega a todos os lugares. Em Edimburgo há ônibus circulares e interurbanos e linhas de trem para outras cidades. A partir de 2010 a cidade vai passar a contar também com um sistema de bondinhos que começou a ser construído em 2007. A curiosidade a respeito é que todos os transportes públicos têm horário certo para funcionar - e os passageiros têm acesso a ele! Os horários de todas as linhas, bem como um mapa das rotas que os ônibus fazem, são fornecidos de graça nas lojas das empresas de ônibus, onde se compram passes, ou nas estações de trem ou metrô.

Os folhetinhos com essas informações são muito parecidos com o Guia 4 Rodas brasileiro - por sinal uma verdadeira bíblia para se localizar nas grandes cidades brasileiras. Por falar no sistema de trasnporte, passe eletrônico já é uma realidade há algum tempo na Europa. Você paga para fazer um cartão com sua foto e dados, e carrega com créditos semanais, mensais etc. Outra opção de pagamento são as máquinas eletrônicas espalhadas pela cidade, junto aos pontos de ônibus. O bilhete de papel sai mais barato nelas do que comprado na hora, da mão do motorista. Isso mesmo, os ônibus britânicos não possuem trocadores. Por isso, a ideia principal é que quanto menos trabalho você der para o motorista, que tem que lidar com a direção e com o recebimento das passagens, mais barato você paga. Outra prova disso é o fato de que na maioria dos países europeus os motoristas não dão troco - você tem que pagar o valor exato da passagem.

Por fim, a compra no supermercado não é assim tão cara como se presume. O poder de compra do salário mínimo daqui é muito superior ao brasileiro por três fatores fundamentais. Primeiro, mesmo não sendo um dos mais altos da Europa, não é tão baixo quanto o de Portugal. O valor de 900 libras mensais estipulado pelo governo é, inclusive, o valor que geralmente um estudante de pós-graduação ganha, mesmo sendo financiado por instituições brasileiras. Segundo, há preços para todos os gostos e a maioria das coisas não é tão cara quanto no Brasil. Terceiro, a ideia da marca própria, já debatida em outro artigo, é fundamental para economizar para quem tem baixos rendimentos, pois os produtos oferecidos a preço de banana são de boa qualidade.

Pode ficar um pouco mais complicado deixar o Brasil só para trabalhar em tempo integral, a menos que já esteja viajando com emprego garantido. Sem o rótulo de estudante por trás, tudo fica mais caro e é preciso mais planejamento e criatividade para não se endividar. O esforço que se faz pela formação profissional pode gerar uma oportunidade de permanecer no país e virar imigrante. Aí a coisa muda completamente de figura. O negócio é fazer tudo na legalidade e aproveitar o máximo a estadia e a experiência de vivenciar outra cultura.

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