O petróleo é nosso! Pelo menos assim se espera da camada pré-sal encontrada no litoral brasileiro. Estima-se que o Brasil pode se tornar o quarto maior produtor mundial de petróleo. Enquanto isso não se confirma, o pais faz como pode para abastecer o mercado internacional com os seus produtos. Os sapatos brasileiros já tem muito espaço lá fora, tanto nos vizinhos espanhóis da América Latina quanto na Europa.
O nosso velho chinelo de dedo – modelo lançado pala marca Havaianas – é uma verdadeira febre. Enquanto no Brasil ele é usado dentro de casa, ou para ir à praia – ninguém pensaria em usar chinelos para ir à uma entrevista de emprego – há países, como o Reino Unido, que o usam como item de moda, e saem com ele à noite.
Não há café melhor do que o brasileiro, embora o café expresso português, bom, forte e barato, faça justa concorrência. O cafezinho que pode ser encontrado em terras lusas é o melhor da Europa, apesar da fama do café italiano.
Tirando os países sul-americanos, Portugal é provavelmente um dos únicos lugares do mundo onde é possível encontrar boa música brasileira a venda nas lojas, e com os seus nomes certos. Sertanejo, Funk, Bossa Nova, Pagode. Mas, para exportar o seu legado cultural para terras que nada conhecem do Brasil é preciso, muitas vezes, tornar os produtos mais “mastigáveis”. Exemplo disso é a capoeira. Apesar de já ser reconhecida pelo nome, ela ainda é descrita na propaganda como uma “dança” em forma de luta, ou ainda como “Brazilian karate” ou “Brazilian martial art” – o caratê brasileiro.
A mesma coisa acontece com a Bossa Nova, conhecida como “Brazilian Jazz” no exterior. Recentemente, o maxixe, por suas semelhanças e contemporaneidade com o tango argentino, havia chegado finalmente como uma dança a ser aprendida numa academia. Em Birmingham, cidade inglesa, ele é conhecido como “Brazilian Tango”. O maxixe teria sido criado por escravos negros no Rio de Janeiro.
Nem mesmo o samba escapou à comparação. Não há dúvidas de que, onde há uma Samba School em outros países, é samba mesmo que se pratica lá. No entanto, para ser mastigado melhor por outras culturas, ensina-se apenas o samba das escolas de samba profissionais. Nada mal – pelo menos eles podem chegar aqui e não fazer feio no carnaval.
Só ficam um tantinho exagerados num churrasco. Como todo mundo sabe, o samba sambado numa festinha familiar, mais lento, compassado, e que às vezes pode usar apenas os dedos indicadores mesmo, balançando ao ritmo da música, nada tem a ver com os passos ligeiros e profissionais realizados pelas rainhas de bateria.
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