Valores democráticos e tirânicos, ou liberais e conservadores, estão sempre indo e vindo na história da humanidade. A interação na informática, por exemplo, só começou mais tarde com o sistema operacional DOS e se restringia ao uso militar. Quando os acadêmicos se aclimataram com a ferramenta arranjaram logo uma maneira de trocar informações entre si também. Civilização talvez seja isso: dar voz a todos.
Em suma, a ideia de disponibilizar o máximo de dados ao maior número de pessoas não é nova. A tecnologia que o permite cada vez mais, sim. O lançamento do Windows 95 revolucionou o mundo com a interface mais simplificada, até então, de acesso à uma rede de computadores, e o mundo virtual ficou cada mais real.
Nascia a Web 1.0. Ironicamente, ela só foi chamada assim após o surgimento da 2.0, num vislumbre de como as tecnologias são rapidamente superadas no século XX e de como tudo aumentou de velocidade. Poupar tempo tornou-se a palavra de ordem para essas inovações.
Nessa primeira fase, permaneceu o modelo antigo de uns poucos privilegiados produzindo a totalidade dos conteúdos e outros poucos privilegiados que tinham acesso a eles. Acredite se quiser, mas provedores de contas de emails e jornais online cobravam uma taxa de uso, além, é claro, da própria conexão.
Até que a simplificação cada vez maior dos navegadores de internet e dos sistemas operacionais permitiram que um número cada vez maior de pessoas se tornasse usuários de computadores.
Agora também os nossos pais, e depois os nossos avós, conseguiam aprender mais rapidamente a lidar com a máquina. Uma coisa puxou a outra: mais gente acessando a internet, mais potenciais clientes para o comércio eletrônico e para os sites noticiosos, já que estes grupos, mais do que os jovens, eram os detentores do poder aquisitivo.
Mas outra revolução na era das comunicações de massa pode ter ajudado a evolução da Web para um modelo cada vez mais interativo: a volta da escrita. E o telefone celular foi o precursor dessa mudança com as suas mensagens de texto, uma verdadeira febre nos anos 90. Após um período em que ninguém queria saber de mais nada relacionado com a leitura e a escrita e as aulas de português eram consideradas as mais chatas de todas, os jovens estavam de repente escrevendo sem parar.
Mensagens curtas e com abreviaturas popularizaram-se rapidamente e mostram tremenda semelhança com o modo como se escreve nas salas de bate-papo online. Muito provavelmente os chats online são um melhoramento dos torpedos, já que representam uma economia de tempo. As conversas em tempo real entre usuários, desde o IRC, passando pelo ICQ, o Messenger até o Twitter são a prova de que o mundo quer falar e já há muito tempo.
De certo modo, a Idade Média só começou a terminar de verdade com a Web 2.0. Claro que ainda precisamos aparar algumas arestas, afinal ainda há milhões de pessoas analfabetas no mundo. Mas pelo menos o acesso à alfabetização, assim como à informação e a criação de conteúdos, está cada vez menos restrita aos clérigos e/ou sábios de uma nação.
Nascia a Web 1.0. Ironicamente, ela só foi chamada assim após o surgimento da 2.0, num vislumbre de como as tecnologias são rapidamente superadas no século XX e de como tudo aumentou de velocidade. Poupar tempo tornou-se a palavra de ordem para essas inovações.
Nessa primeira fase, permaneceu o modelo antigo de uns poucos privilegiados produzindo a totalidade dos conteúdos e outros poucos privilegiados que tinham acesso a eles. Acredite se quiser, mas provedores de contas de emails e jornais online cobravam uma taxa de uso, além, é claro, da própria conexão.
Até que a simplificação cada vez maior dos navegadores de internet e dos sistemas operacionais permitiram que um número cada vez maior de pessoas se tornasse usuários de computadores.
Agora também os nossos pais, e depois os nossos avós, conseguiam aprender mais rapidamente a lidar com a máquina. Uma coisa puxou a outra: mais gente acessando a internet, mais potenciais clientes para o comércio eletrônico e para os sites noticiosos, já que estes grupos, mais do que os jovens, eram os detentores do poder aquisitivo.
Mas outra revolução na era das comunicações de massa pode ter ajudado a evolução da Web para um modelo cada vez mais interativo: a volta da escrita. E o telefone celular foi o precursor dessa mudança com as suas mensagens de texto, uma verdadeira febre nos anos 90. Após um período em que ninguém queria saber de mais nada relacionado com a leitura e a escrita e as aulas de português eram consideradas as mais chatas de todas, os jovens estavam de repente escrevendo sem parar.
Mensagens curtas e com abreviaturas popularizaram-se rapidamente e mostram tremenda semelhança com o modo como se escreve nas salas de bate-papo online. Muito provavelmente os chats online são um melhoramento dos torpedos, já que representam uma economia de tempo. As conversas em tempo real entre usuários, desde o IRC, passando pelo ICQ, o Messenger até o Twitter são a prova de que o mundo quer falar e já há muito tempo.
De certo modo, a Idade Média só começou a terminar de verdade com a Web 2.0. Claro que ainda precisamos aparar algumas arestas, afinal ainda há milhões de pessoas analfabetas no mundo. Mas pelo menos o acesso à alfabetização, assim como à informação e a criação de conteúdos, está cada vez menos restrita aos clérigos e/ou sábios de uma nação.
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