Após 26 anos de pontificado, dois atentados e mais de 100 viagens internacionais, o Papa João Paulo II passa por mais um desafio. A traqueostomia a que foi submetido na quinta-feira passada proíbe-o de falar. É a primeira vez que João Paulo será substituído na audiência dominical, que será presidida pelo arcebispo Leonardo Sandri. O porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls, divulgou ontem que após a cirurgia realizada no dia 24, João Paulo II está respirando melhor, e não precisa mais da ajuda de aparelhos. Apesar de não haver previsão de alta, Navarro afirma que o papa não mostra estar com pneumonia, e que a traqueostomia não foi uma medida de de emergência.
Esta é a segunda vez que João Paulo II é internado em menos de um mês. No início de fevereiro, uma gripe causou a inflamação da laringe e dificuldades respiratórias, que mais tarde agravaram-se, inclusive apresentando espasmos. Amanhã está prevista, às 12:30h (8:30h em Brasília), a divulgação de outro boletim sobre o seu estado de saúde.
Ontem à noite, dezenas de pessoas reuniram-se em vigília numa capela do terceiro andar da Policlínica Gemelli, onde João Paulo está internado. Gianni Ambrósio, responsável da Universidade Católica do Sagrado Coração, conduziu as orações pelo restabelecimento do Papa.
O pontificado de Karol Wojtyla celebrará em 2005 o 27º aniversário de sua eleição à Cátedra de Pedro, que teve lugar em 16 de outubro de 1978. Apenas seis pontífices tiveram pontificados tão longos como o de João Paulo II, dentre os quais o primeiro, de São Pedro. Percorreu mais de 1 milhão e 100 mil quilômetros: o equivalente a 27 vezes a volta ao mundo e mais de três vezes a distância entre a Terra e a Lua.
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