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terça-feira, 17 de abril de 2007

À espera do novo 'milagre brasileiro'

Trabalhar para ajudar na renda deixou de ser a principal causa de abandono escolar entre os jovens no Brasil. O estudo «Eqüidade, eficiência e educação: motivações e metas», realizado este ano pela Fundação Getúlio Vargas, revelou que cerca de 45% dos jovens entre 15 e 17 anos que não estudam estariam fora da escola por escolha própria. Ou melhor, por desinteresse do aluno. Ou, pior ainda, pela escola ter se tornado um lugar desinteressante para os alunos.


No total, quase dois milhões de jovens nesta faixa etária, que poderiam estar fazendo o segundo grau, não continuaram os estudos. Segundo índices da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad), quase 11% da população brasileira acima dos 15 anos é analfabeta, o equivalente a 14,9 milhões de pessoas.

O economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa, acredita que os jovens perderam o interesse pela escola porque ela não evoluiu com a tecnologia. Levar à internet a todos os alunos agora é uma questão de necessidade. Neri acredita ainda que os jovens precisam ser convencidos de que eles terão melhores oportunidades de conseguir emprego e ganhar mais se estudarem. Dados do IBGE revelados no início do mês mostram que os salários dos universitários são 540% maiores do que os dos analfabetos e as chances de conseguir um emprego são 308% maiores.

Falando em analfabetismo, o jornal o Globo publicou em reportagem que o programa Brasil Alfabetizado, que já consumiu cerca de R$ 700 milhões, tem turmas e alunos-fantasmas. Boa parte das pessoas listadas no cadastro do MEC não sabiam que estavam inscritas nem que existiam estas turmas especiais. O Banco Mundial, por sua vez, revelou que pretende oferecer ajuda para reduzir a disparidade entre ricos e pobres na América Latina, inclusive na educação, depois que a pesquisa que financiou, realizada em escolas públicas, mostrou que 40% das crianças com sete anos não conseguem atingir a média da capacidade de leitura, que é ler 60 palavras em um minuto.

Enquanto a ajuda financeira não chega, o governo brasileiro começou a repensar as suas propostas para tornar as escolas mais atrativas com o Plano de Desenvolvimento da Educação, lançado no dia 15. Todos os níveis de educação foram analisados pelos especialistas responsáveis pela elaboração do plano, mas a educação básica terá atenção especial. As medidas que foram apresentadas pelo ministro da educação, Fernando Haddad, deverão ser implantadas ainda este ano. Na apresentação do programa, o Presidente Lula teria sugerido que o número de jovens que se encontram detidos nas cadeias é uma evidência das falhas existentes na educação brasileira. Estes números representam os «resultados de um milagre brasileiro que não distribuiu renda, de políticas elitistas que não pensavam numa educação de qualidade para todos».

Outra boa notícia é que o Brasil será o primeiro país da América do Sul a sediar o Encontro Internacional Virtual Educa, que na sua 8ª edição vai discutir melhorias na qualidade educacional e profissional dos países ibero-americanos. Entre os temas que serão debatidos em fóruns e seminários constam a educação à distância, novas tecnologias e exclusão digital e social nestas regiões. O evento realiza-se entre 18 e 22 de junho em São José dos Campos, SP.

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