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sexta-feira, 9 de maio de 2008

O importante é ter saúde

Muitos brasileiros que vivem no exterior reclamam da burocracia, dos sistemas públicos e da violência no Brasil e se revoltam quando alguém diz que o país é um paraíso em relação a muitos outros.


Curiosamente, a primeira coisa que pensam é que a comparação é feita com pobres países africanos, quando na verdade nem todos os países desenvolvidos, como Portugal, Espanha e o próprio Reino Unido, facilitam a vida de seus habitantes em certos aspectos. No post de hoje, foco o sistema de saúde britânico.

Já ouvi estórias terríveis de médicos que precisaram olhar na internet, na frente do paciente, para confirmar os sintomas que eles estavam descrevendo. Os amigos brasileiros (que moram no Brasil ou não) ficam horrorizados quando conto isso. Porém, Ally Price, minha amiga sul-africana, descendente de britânicos, afirma que ficaria mais segura se visse seu médico tomando exatamente esta atitude, pois pelo menos ele está buscando uma segunda opinião antes de receitar o remédio errado (e correr o risco de ser processado).

Outros estrangeiros aqui mostram a mesma preocupação com o sistema de saúde. Ao que parece, o Reino Unido é o único país desenvolvido que age dessa forma. Na Rússia, na Polônia, na Ucrânia, no Brasil, em Portugal, na Itália, na Bélgica, nos EUA ou na França, os médicos são obrigados a saberem ao menos o básico, sem precisar recorrer à internet para fazer um diagnóstico. Isso só para citar a nacionalidade das pessoas com que atualmente convivo, mas parece que esse é o concenso geral.

Uma amiga de Hong Kong, que está tentando engravidar, e outra da Bélgica, que tem uma menina de seis meses, foram, inclusive, unânimes neste ponto: jamais teriam o filho aqui. Categoricamente afirmaram que não conseguem conceber alguém como eu usando este sistema. Creio já ter descrito, num post anterior, que aqui a gestante não vê um único médico durante toda a gravidez, só as enfermeiras-parteiras (midwives). Todos acham que sou louca de ficar satisfeita por ter feito somente um único ultra-som durante toda esta gravidez, que é preciso mais para saber se está tudo bem. Mas não parece haver muito o que fazer, a falta de médicos é crônica e, ao que parece, também endêmica.

A grande desculpa aqui é que a gestação é um processo natural, por isso um médico só estará presente caso haja complicações. Mas como explicar os casos de três brasileiras em que nenhuma recebeu o tratamento mínimo a que teriam direito no Brasil? Foram dois casos de infecção estomacal, um resultando em internação, e um terceiro caso de infecção, desta vez no couro cabeludo, completamente ignorados pelo serviço médico, apesar do apelo das enfermas. As três afirmam que só conseguiram tratamento adequado no Brasil.

A maior queixa é o uso massificado do analgésico à base de Paracetamol, que parece ser a resposta dos médicos para todos os males da atualidade. Mas nem todos concordam. Duas outras brasileiras, ambas de Minas, tiveram seus filhos aqui e não se arrependem. Uma delas, inclusive, teve três filhos em casa! Pensando bem, eu também não me importaria de o fazer, já que fazer o parto em casa ou no hospital parece ser a mesma coisa...

Um comentário:

Renata disse...

Lendo o que vc escreveu, pensei estar ouvindo meu marido contar exatamente o que descreve acima, Sinceramente confio mais no meu diagnostico do que nos médicos da Inglaterra, não posso falar da Escocia pois ainda não os conheço, mais não é fácil entender mesmo!
E quanto a ter filhos aqui eu sinceramente não estou satisfeita em não fazer UGS, exames e etc! rs
Engraçado,mesmo o Brasil tendo seus defeitos às vezes na saúde privada me parece bem mais avançada e capaz que Reino Unido...

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